Em dois meses, 15 mil pessoas retornaram a Angola com ajuda do ACNUR

“Quero voltar para a Angola porque quero participar do desenvolvimento do meu país”, disse um dos inscritos no programa de repatriação voluntária.

Aproximadamente 15 mil pessoas já retornaram à Angola com o auxílio do programa de repatriação voluntária do Alto Comissariado das Nações unidas para os Refugiados (ACNUR), lançado em novembro do ano passado. O programa é feito em parceria com o governo do país e a República Democrática do Congo (RDC).

Uma das pessoas inscritas no projeto é Pedro, professor de latim e francês em uma escola secundária. “Quero voltar para a Angola porque quero participar do desenvolvimento do meu país. Quero ajudar no desenvolvimento da área de educação”, disse.

Mas ele nasceu na RDC e tem lembranças confusas do curto período que ficou na terra de seus pais após a independência da Angola em 1975. Recordando sua trajetória de vida, Pedro lembra que experimentou tanto o desespero de perder seus pais quando criança e ter que se virar sozinho, quanto a alegria de se formar na universidade.

Ele compartilhou suas experiências com um funcionário do ACNUR e explicou sua difícil decisão de retornar à Angola com a esposa congolesa e os quatro filhos. Para ler o relato na íntegra, clique aqui.

A expectativa é que o programa de repatriação garanta o retorno de mais de 40 mil refugiados angolanos para suas casas, depois de terem vivido anos em uma região fronteiriça no oeste da República Democrática do Congo. Entre 2003 e 2008, sem a ajuda da Agência, o número de repatriados chegou a 120 mil.