Atentado que matou oito pessoas na capital Beirute aumentou o temor de que o conflito na vizinha Síria se espalhe pela região.
Em uma reunião com o presidente do Líbano, Michel Sleiman, o Coordenador Especial da ONU para o Líbano, Derek Plumbly, e representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança expressaram na segunda-feira (22) seu apoio à nação do Oriente Médio e à sua estabilidade, na esteira do atentado que atingiu o centro de Beirute na sexta-feira.
Em sua declaração, os membros do Conselho sublinharam a sua determinação para que os autores e patrocinadores deste ato terrorista sejam levados à justiça e condenaram qualquer tentativa de desestabilizar o Líbano por meio de assassinatos políticos, além de expressar a determinação do Conselho em apoiar o governo do país para colocar um fim, de uma vez por todas, à impunidade no Líbano.
A reunião entre o líder libanês e Plumbly e os embaixadores da China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos foi realizada a pedido dos representantes da ONU para ressaltar a solidariedade ao Líbano “neste momento difícil”. O incidente ocorreu em meio a temores de que o conflito na vizinha Síria se espalhe para o Líbano e agrave o já delicado equilíbrio na região.
“As partes libanesas devem concordar no caminho a seguir. É vital que isso seja feito através de um processo político pacífico, em que a continuidade das instituições e a ação do governo sejam mantidos, a fim de garantir estabilidade, segurança e justiça no Líbano”, disse Plumby. “Estaremos ao lado do Líbano durante este período difícil.”
O ataque de sexta-feira ocorreu no bairro de maioria cristã de Ashrafiya na capital e, de acordo com relatos da mídia, pelo menos oito pessoas foram mortas e outras dezenas, feridas. Entre os mortos estava o General Wissam al-Hassan, um alto comandante das Forças de Segurança Internas libanesas.