Para o secretário-geral, as duas questões mais urgentes que a comunidade internacional precisa tratar são os contextos subjacentes e condutores de ideologias violentas, e as principais ameaças que surgiram, como os combatentes terroristas estrangeiros.

Criança-soldado no Sudão do Sul, um dos países que mais usam os jovens para alimentar suas tropas. Foto: ONU/SRSG-CAAC
Preocupado com a propagação dos grupos extremistas violentos e das “ideologias de ódio e mal-intencionadas” que abastecem tais grupos, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, delineou nesta segunda-feira (08) elementos de um plano de ação que ele irá apresentar ainda esse ano para reforçar a boa governança, um fator que ele acredita ser um verdadeiro dissuasor do terrorismo.
“Armas podem matar terroristas. Mas eu estou convencido de que a boa governança é o que irá matar o terrorismo”, disse Ban em um encontro sobre terrorismo realizado durante a Cúpula do Grupo dos Sete (G7), principais países industrializados, que acontece em Munique, Alemanha.
Para o chefe da ONU, as duas questões mais urgentes que a comunidade internacional precisa tratar são os contextos subjacentes e condutores de ideologias violentas, e as principais ameaças que surgiram, como os combatentes terroristas estrangeiros.
O Plano de Ação Global da ONU para a Prevenção do Extremismo Violento será apresentado à Assembleia Geral este ano e propõe maneiras de responder às causas dessa violência, incluindo a intolerância, fracassos políticos e em governança, marginalização econômica e social. O documento também apresentará recomendações concretas aos Estados-membros.
‘Responder à violência extrema requer um enfoque proativo de toda a sociedade, incluindo minorias, mulheres e juventude como parceiros”, citou Ban, adicionando que em conflitos os direitos das mulheres e meninas são os primeiros a ser violados e que a juventude, quando não enxerga uma outra alternativa para o futuro, é a mais propensa a sucumbir à radicalização.