Em evento da ONU, lenda do tênis e ex-jogador da NBA condenam a violência homofóbica

Evento, organizado pelo escritório de direitos humanos da ONU e apoiado por agências da organização e ONGs, faz parte da campanha “Esporte contra a homofobia”.

As estrelas do tênis Martina Navratilova e do basquete Jason Collins conversam com jornalistas sobre esporte e a luta contra a homofobia. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

As estrelas do tênis Martina Navratilova e do basquete Jason Collins conversam com jornalistas sobre esporte e a luta contra a homofobia. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

A lenda do tênis Martina Navratilova e o ex-jogador da NBA Jason Collins somaram suas vozes nessa terça-feira (10) à campanha das Nações Unidas para combater a violência homofóbica e a discriminação em evento especial pelo Dia dos Direitos Humanos, “Esporte contra a homofobia”.

Para Navratilova, o abuso varia de ser intimidado na escola a ter direitos básicos negados, ser encarcerado ou sentenciado por atos puníveis pela morte em certos países.

“Esporte e política estão inextricavelmente combinados. Vão de mãos dadas”, afirmou, pedindo a atletas que também sejam membros da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) para dar visibilidade à causa. “Uma vez que você está visível, você faz disso pessoal.”

Principal tenista de seu tempo e aposentada desde 1981, Navratilova conversou com jornalistas na sede da ONU em Nova York, no evento organizado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e outros membros do Núcleo LGBT na ONU. O evento também é apoiado pela ONU Mulheres e pelas organizações não governamentais “United for Equality in Sport and Entertainment” and “Global Action Initiatives”.

Respondendo a perguntas da imprensa sobre os próximos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em Sochi, na Rússia, onde alguns criticaram as autoridades pela postura agressiva em relação à população LGBT, Collins disse que o foco deveria estar na comunidade LGBT local.

“Quando os jogos forem embora, todas aquelas pessoas ainda vão estar lá oprimidas”, disse. “Algo não está certo. As pessoas deveriam poder viver suas vidas abertamente e não ter medo de ir para a cadeia apenas por segurar a mão de alguém em público.”

O antigo pivô do Washington Wizards se tornou o primeiro atleta profissional masculino ativista em um grande time norte-americano de esporte a se revelar gay, quando fez o anúncio em maio deste ano.

O evento também incluiu uma mensagem em vídeo do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que estava em Joanesburgo, África do Sul, para um tributo oficial a Nelson Mandela.

“Hoje, nós denunciamos de novo todos os ataques contra pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transexual ou intersexuais. Nos opomos a todos as prisões, encarceramento e discriminação que eles sofrem. E voltamos a reiterar o compromisso de construir um mundo livre e igual para todos”, disse Ban.

“O esporte atravessa fronteiras e continentes. Os jogos unem as pessoas através de fronteiras culturais. Atletas profissionais são heróis para seus fãs. E quando eles falam contra o preconceito, são heróis para as Nações Unidas”, acrescentou o secretário-geral.

Acesse campanha da ONU sobre o tema.