Chefe da FAO ressaltou que governos, organizações de agricultores e setor privado devem galvanizar ações concretas que vão além da produção e reconhecer a agricultura familiar como transmissores de conhecimento.

Foto: Flickr/Otavio Nogueira (Creative Commons)
Em seu discurso na abertura no Diálogo Global sobre Agricultura Familiar, em Roma, nesta segunda-feira (27), o diretor-geral da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, elogiou o papel fundamental dos agricultores familiares em atender às necessidades da população mundial em crescimento.
Na ocasião, ele destacou a necessidade de aproveitar o impulso global para melhorar a insegurança alimentar generalizada que ainda assombra muitas áreas rurais em todo o mundo, reforçando que estas áreas são as mesmas que servem como celeiros para outras comunidades.
O chefe da FAO ressaltou que os governos, as organizações de agricultores e o setor privado devem galvanizar ações concretas que vão além da produção e reconhecer a agricultura familiar como transmissores de conhecimento e aliados centrais no fornecimento de dietas mais saudáveis, inclusive através de fortes sistemas locais de alimentação que liguem as fazendas às escolas e comunidades.
Ao falar do Ano Internacional da Agricultura Familiar, que culminará em 27 de novembro nas Filipinas, ele observou a importante atenção dada à agricultura familiar na preparação da agenda de desenvolvimento pós-2015. Além disso, acrescentou que talvez o maior sucesso do Ano internacional seja o forte empenho político conquistado em torno do tema.
O evento, que vai até esta terça-feira (28), reúne agricultores familiares e suas organizações, representantes do governo, a sociedade civil, o setor privado, universidades e agências de desenvolvimento para fazer um balanço dos progressos realizados até agora em relação à agricultura familiar, bem como identificar as principais áreas de trabalho e de colaboração internacional para os próximos anos.