Palestrantes do Fórum Temático Social ressaltaram que conceitos de “economia verde” e “capitalismo verde” tentam reciclar o capitalismo e capitalizar o meio ambiente.
Os conceitos de “economia verde” e “capitalismo verde” foram alvos de crítica de palestrantes durante o “Workshop da Sociedade Civil para Lutas Alternativas e Populares para Sustentabilidade” (Civil Society Workshop on Alternatives and Peoples Struggles for Sustainability) realizado no dia 25 de janeiro, em Porto Alegre, sul do Brasil.
As mesas de debate fizeram parte do Fórum Social Temático em Porto Alegre, realizado entre os dias 24 e 29 de janeiro. Nessa edição, o fórum buscou, entre outros objetivos, preparar a sociedade civil para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em junho, no Rio de Janeiro. O tema desse ano foi “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”.
O sociólogo e ex-embaixador boliviano nos Estados Unidos, Pablo Solon, afirmou que há perigos na capitalização da natureza e na promoção de mercados de carbono no modelo de economia verde.
Já o Coordenador Internacional dos Amigos da Terra na Costa Rica, Isaac Rojas, defendeu que esse conceito é uma tentativa perversa de um sistema capitalista que ataca há anos a natureza e as pessoas.
O membro do Conselho dos Canadenses, Anil Naidoo, ainda ressaltou que “economia verde” é um movimento desesperado do capitalismo para salvar-se das suas múltiplas crises.
O workshop foi organizado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (ABONG), a organização não governamental IBON Internacional e a Organização Coalização de Pessoas para Soberania dos Alimentos (PCFS).