Após se reunir com o presidente de Israel, Reuven Rivlin, em Jerusalém, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que aproximadamente 50 anos de ocupação dos Territórios Palestinos não trouxe segurança para os israelenses, enfatizando que apenas uma solução negociada de dois Estados poderia concretizar as legítimas aspirações tanto de israelenses como de palestinos.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon (direita), reúne-se com Reuven Rivlin, presidente de Israel, em Jerusalém. Foto: ONU
Após se reunir com o presidente de Israel, Reuven Rivlin, em Jerusalém, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse nesta segunda-feira (27) que aproximadamente 50 anos de ocupação dos Territórios Palestinos não trouxe segurança para os israelenses, enfatizando que apenas uma solução negociada de dois Estados poderia concretizar as legítimas aspirações tanto de israelenses como de palestinos.
Citando o mais recente ataque terrorista em Tel Aviv, Ban disse que esfaqueamentos, tiroteios e bombardeios não levam a nada, porque a violência “nunca é uma solução”.
“Tais atos são precisamente projetados para produzir medo e incerteza. Eles corroem a confiança e a esperança, levam palestinos e israelenses a se afastar e destroem o sentimento de empatia em relação ao outro”, disse Ban durante coletiva de imprensa conjunta com o líder israelense.
“Quase 50 anos de ocupação tiveram um impacto devastador sobre a vida dos palestinos, minando a crença em uma solução pacífica para este conflito”, acrescentou Ban. “Também não trouxe segurança para os israelenses.”
Instando os líderes de ambos os lados a tomar urgentemente medidas concretas para restaurar a esperança e um horizonte político, o chefe da ONU sublinhou que “uma solução negociada de dois Estados continua a ser a única opção viável para evitar um conflito perpétuo e para alcançar as legítimas aspirações de ambos os povos”.
O secretário-geral encorajou os líderes israelenses e palestinos a se envolver com o Quarteto — formado por União Europeia, Rússia, Estados Unidos e Nações Unidas —, que continua a trabalhar com as partes para criar as condições necessárias para a retomada das negociações e está finalizando seu primeiro relatório sobre os impedimentos para uma solução de dois Estados e o caminho a seguir.
“Presidente, conto com sua coragem e liderança para tomar ações corajosas que irão estabelecer uma paz justa, global e duradoura para o povo de Israel e Palestina”, disse Ban Ki-moon, dirigindo-se ao presidente Rivlin.
Em seu discurso, o chefe da ONU também cumprimentou o anúncio desta segunda-feira sobre a normalização das relações entre Israel e Turquia. “Este é um sinal importante e esperançoso para a estabilidade da região”, disse.
Mais cedo, em declarações feitas na Universidade de Tel Aviv, Ban disse que líderes israelenses e palestinos precisam se posicionar contra o terror e a violência, disse o chefe da ONU, defendendo a necessidade de pensamentos e ações inovadoras para agir para “derrubar os muros da desconfiança”.