Em meio à crise de financiamento, ONU faz cortes na ajuda alimentar aos refugiados sírios

A grave falta de fundos está forçando o Programa Mundial de Alimentos a implementar cortes mais profundos em assistência alimentar aos refugiados sírios vulneráveis.

Membros de uma família de refugiados da Síria em torno de um fogão dentro de seu abrigo no Vale de Bekaa no Líbano. Foto: ACNUR/ A. McConnell

Membros de uma família de refugiados da Síria em torno de um fogão dentro de seu abrigo no Vale de Bekaa no Líbano. Foto: ACNUR/ A. McConnell

A operação regional no Oriente Médio do Programa Mundial de Alimentos (PMA) continua sem 81% do seu financiamento necessário e requer uma injeção imediata de 139 milhões de dólares para continuar a ajudar os refugiados sírios mais vulneráveis na Jordânia, Líbano, Egito, Turquia e Iraque até o fim do verão. O anúncio foi realizado pela agência nesta quarta-feira (01).

“Logo quando pensamos que as coisas não poderiam ficar piores, somos obrigados mais uma vez a fazer ainda mais cortes”, disse Muhannad Hadi, diretor regional do PMA para o Oriente Médio, Norte da África, Ásia Central e Europa Oriental. “Os refugiados já estavam sofrendo para aguentar com o pouco que podíamos proporcionar”.

O PMA explicou que desde o início de 2015 tem procurado priorizar fundos disponíveis, a fim de assegurar uma assistência contínua às famílias mais necessitadas. As limitações de crescimento em recursos, no entanto, já forçaram a agência alimentar das Nações Unidas a reduzirem sua gama de assistência para 1,6 milhões de refugiados sírios nos cinco países.

No entanto, os quatro anos de conflito na Síria geraram mais de 4 milhões de refugiados, com apenas a Turquia hospedando mais de 1,7 milhão de sírios.