Em meio à recente onda de violência na Colômbia, que incluiu assassinatos tendo como alvo líderes sociais em diversas áreas afetadas pelo conflito no país, a ONU enfatizou na segunda-feira (21) a necessidade de garantir a proteção de civis e de construção de uma harmonia comum.

Governo colombiano, FARC e missão da ONU treinam em agosto 80 pessoas para monitorar e verificar o cessar-fogo. Foto: Missão da ONU na Colômbia
Em meio à recente onda de violência na Colômbia, que incluiu assassinatos tendo como alvo líderes sociais em diversas áreas afetadas pelo conflito no país, a ONU enfatizou na segunda-feira (21) a necessidade de garantir a proteção de civis e de construção de uma harmonia comum.
“Apoiamos a decisão do presidente Juan Manuel Santos de convocar uma reunião de alto nível da Comissão Nacional de Direitos Humanos e a decisão do procurador-geral de avançar com as investigações sobre os últimos incidentes reportados”, disse o comunicado emitido pela Missão das Nações Unidas na Colômbia.
“Esperamos que as investigações, bem como as medidas que devem ser tomadas por vários órgãos do Estado, contribuam para proteger a população civil e para criar uma maior tranquilidade entre as comunidades”, acrescentou o documento.
De acordo com a missão, há um sentimento de medo entre as organizações sociais afetadas. As comunidades temem que a violência possa minar a confiança de uma paz estável e duradoura na véspera da assinatura do acordo de paz do país.
O acordo de paz final, a ser assinado entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), prevê a implementação de medidas destinadas a garantir a segurança dos líderes de organizações sociais e defensores dos direitos humanos. Além disso, serve de segurança também para uma ação política.
A declaração observou ainda que o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) está realizando investigações nas áreas onde ocorreram os últimos assassinatos, e afirmou que os resultados serão publicados assim que as análises forem concluídas.
A missão e o pessoal da ONU no país, que compreende as agências das Nações Unidas, fundos e programas de atuação em campo, também reiteraram o compromisso de proteger a população civil e de fornecer apoio contínuo à construção da paz.
Eles reforçaram que vão trabalhar igualmente na resposta às expectativas de todos os colombianos, especialmente os que vivem em regiões afetadas por conflitos.