Em meio a recente onda de violência, comissão da ONU apela para diálogo na Guiné

Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas manifestou preocupação violência no país do oeste africano e exortou todas as partes a agir com moderação e diálogo.

Pessoas fazendo fila na capital Conakry para votar na eleição presidencial em junho de 2010. Foto: IRIN/Nancy Palus.

A Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas manifestou preocupação com a recente onda de violência na Guiné e exortou todas as partes a agir com moderação e diálogo.

Protestos recentes no país do oeste africano – relacionados com os preparativos para as próximas eleições legislativas – levaram a várias mortes e centenas de feridos, segundo relatos.

A Comissão de Construção da Paz da Guiné emitiu um comunicado na quarta-feira (6) em que apelou a todas as partes a agir com moderação.

“Encorajamos todos os atores políticos na Guiné a se envolver no processo de diálogo que foi lançado pelo Presidente da República de uma forma construtiva, com vista à organização de eleições que sejam livres, transparentes, credíveis tanto no plano político quanto no plano técnico, pacíficas e aceitáveis por todos.”

A Guiné é um dos seis países – juntamente com Burundi, República Centro-Africana (RCA), Guiné-Bissau, Libéria e Serra Leoa – atualmente na agenda da Comissão, que foi criada em 2005 para ajudar os países emergentes de conflitos a fazer uma transição irreversível da guerra para a paz sustentável.

Tanto o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, quanto o escritório de direitos humanos da ONU pediram nos últimos dias calma em meio à violência e instaram os atores políticos na Guiné a prosseguir o diálogo para criar condições para eleições pacíficas em maio.

O Brasil cumpre desde 1º de janeiro de 2013 um mandato de dois anos no Comitê Organizacional da Comissão de Construção da Paz das Nações Unidas. O país foi eleito em 2012.