PMA lança operação de apoio a 1,2 milhão de pessoas na República Democrática do Congo

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) afirmou que o conflito se intensificou, com grupos de milícias lutando para estender suas zonas de influência.

Nas províncias de Kivu do Norte e do Sul, o PMA oferece assistência alimentar de emergência aos deslocados internos. (PMA / D. Pardon)O Programa Mundial de Alimentos (PMA) anunciou nesta sexta-feira (21) o lançamento de uma operação de emergência, de nove meses, para apoiar cerca de 1,2 milhão de pessoas afetadas pela violência na República Democrática do Congo (RDC). Segundo a agência, o conflito se intensificou no país, com milícias lutando para estender suas zonas de influência.

Violações de direitos humanos, incluindo assassinatos, saques, estupros e sequestros levaram à fuga em massa da população nas províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul, Katanga do Norte, Maniema e Província Oriental. “Na maioria dos casos, as pessoas deixaram para trás suas casas, seus campos e rebanhos, que são sua única fonte de alimentação e renda”, disse o Representante do PMA na RDC, Martin Ohlsen. “Eles estão, portanto, mesmo estando a apenas 20 km de suas aldeias, privados de qualquer tipo de apoio das suas famílias”.

A nova operação, que terá como alvo estas cinco províncias, vai proporcionar às pessoas biscoitos de alta energia, seguido de rações alimentares de emergência ou, em áreas onde os mercados estão funcionando, dinheiro ou vales que lhes permitam comprar sua própria comida. Para financiar a operação de emergência, a agência também lançou um apelo por 81 milhões de dólares. No entanto, Ohlsen disse que até agora apenas 15% do custo total foram mobilizados.

Como parte da operação, o PMA está impulsionando o uso de ferramentas inovadoras para aumentar a eficiência da sua assistência de emergência, tais como a distribuição de dinheiro e cheques, que se provou ser eficaz e ajudou cerca de 77 mil pessoas deslocadas internamente em Kivu do Norte. O programa será expandido para outras províncias ao longo dos próximos meses, e está previsto para cobrir 188 mil pessoas.

Estima-se que 390 mil pessoas foram deslocadas no leste da RDC, e mais de 60 mil congoleses fugiram para as vizinhas Ruanda e Uganda desde que combates eclodiram na província de Kivu do Norte, em abril, entre as forças do governo e o grupo rebelde M23.