Em Paris, chefe da ONU discute crise do Mediterrâneo e mudanças climáticas com presidente Hollande

‘Se há tantos migrantes, é porque as pessoas fogem da guerra e da perseguição. O extremismo violento é alimentado por conflitos e a má governança’, declarou Ban Ki-moon.

 O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, junto com o presidente francês ,François Hollande, na coletiva de imprensa em Paris. Foto: ONU/Mark Garten

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, junto com o presidente francês ,François Hollande, na coletiva de imprensa em Paris. Foto: ONU/Mark Garten

Durante sua visita a Paris, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se reuniu na quarta-feira (29) com o presidente francês, François Hollande, para discutir, a crise no Mediterrâneo, as alterações climáticas e desenvolvimento sustentável, entre outros assuntos.

No que diz respeito à crise humanitária no mar Mediterrâneo, Ban saudou “com satisfação as medidas anunciadas na semana passada pelos chefes de estado e de governo dos países da Europa”, sobre a crise do Mediterrâneo.

“Elas representam um primeiro passo importante para a ação colectiva europeia. Esta é uma crise humanitária, não uma questão de segurança. Devemos nos preocupar com as causas profundas da migração, de modo que as pessoas não sejam obrigadas a deixar suas casas”, disse o chefe da ONU. “Se há tantos migrantes, é porque as pessoas fogem da guerra e da perseguição. O extremismo violento é alimentado por conflitos e a má governança”.

Ban também fez um discurso para estudantes do Instituto de Estudos Políticos de Paris, onde ele encorajou os alunos a se tornarem cidadãos globais. Além de incentivá-los a tomar medidas sobre a mudança climática, Ban celebrou as iniciativas de mobilização para a próxima conferência sobre o tema, que será realizada no final deste ano, em Paris.

“Os países desenvolvidos devem abrir o caminho para permitir coletar 100 bilhões de dólares até 2020 que financiarão a ação climática nos países em desenvolvimento. E o Fundo Verde para o Clima deve começar a funcionar de forma eficaz e fazer pagamentos antes de nos encontrarmos em Paris”, disse Ban.