O Museu da Imigração, um dos marcos da história dos estrangeiros no Brasil, se transformou no final de semana retrasado em um centro de assistência para crianças refugiadas. Cerca de 150 meninos e meninas de Angola, República Democrática do Congo, Nigéria, Síria, Jordânia, Palestina, Iêmen e Irã foram atendidos por pediatras e dentistas e receberam materiais escolares para começar o novo ano letivo.
Iniciativa é da organização não governamental ‘I Know My Rights’ (IKMR), parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), e da instituição “Por Um Sorriso”.
O Museu da Imigração, um dos marcos da história dos estrangeiros no Brasil, se transformou no final de semana retrasado em um centro de assistência para crianças refugiadas. Cerca de 150 meninos e meninas de Angola, República Democrática do Congo, Nigéria, Síria, Jordânia, Palestina, Iêmen e Irã foram atendidos por pediatras e dentistas e receberam materiais escolares para começar o novo ano letivo.
A iniciativa foi realizada pela organização não governamental ‘I Know My Rights’ (IKMR), em parceria com a instituição “Por Um Sorriso”. Grande parte das crianças integra o coral infantil “Coração Jolie”, um projeto da IKMR apoiado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Acompanhados por pais e irmãos, os pequenos aprenderam técnicas de escovação e outras formas de higiene bucal, além de passar por uma checagem de saúde individual.
Embora a lei brasileira garanta aos refugiados acesso universal aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), os dentistas constataram que nem todas as crianças têm frequentado o dentista regularmente. Mesmo assim, a situação estava melhor do que os profissionais esperavam.
“Algumas crianças estão com cárie, outras poucas precisam de restauração, mas nenhuma delas requer um tratamento mais radical“, explicou o odontologista voluntário Willian Corrêa da Silva, após avaliar dezenas de crianças. A avaliação dos outros 20 pediatras presentes foi semelhante.
“Ter atendimento de dentista é muito trabalhoso, e fazer uma consulta com um pediatra requer tempo e disponibilidade. Esta iniciativa foi muito boa porque as crianças puderam ser atendidas na manhã e brincar bastante durante a tarde“, disse a angolana Miezi Jovita, mãe de dois meninos.
Além da prestação de cuidados médicos, a IKMR também convidou artistas e músicos para apresentações de mágica, performances cênicas e musicais. Ao final do dia, as crianças ainda receberam materiais escolares doados pela empresa Foroni
Segundo Vivianne Reis, diretora da IKMR — organização parceira do ACNUR e responsável pelo projeto Coral Coração Jolie —, “pela primeira vez conseguimos que todas as crianças do coral e seus irmãos tivessem acompanhamento integral de áreas do interesse delas, como odontologia, pediatria e lazer.
“E não paramos por aqui, porque estes mesmos profissionais darão continuidade aos procedimentos que precisam ser feitos em cada uma delas”, acrescentou.
As atividades contaram com a participação de artistas como Daniele Suzuki e Cássio Reis, que têm se envolvido cada vez mais com a causa das crianças refugiadas.
Em todo o mundo, cerca de 21,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar devido à guerras e a deixar seus países de origem. Desse contingente, mais da metade — 51% — são crianças e jovens com até 18 anos de idade. Destas, há cerca de 100 mil crianças desacompanhadas ou separadas de suas famílias.
No Brasil, de acordo com dados de abril de 2016 do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), 18% dos refugiados no Brasil são crianças. No país, cerca de 9 mil estrangeiros são reconhecidos como refugiados.