Em São Paulo, lideranças empresariais discutem Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU

Iniciativa da ONU Mulheres e do Pacto Global da ONU apresenta sete passos para alavancar a igualdade de gênero no mundo dos negócios.

Encontro Weps Brasil reuniu pela primeira vez as empresas signatárias da iniciativa no País Imagem: Ricardo Jayme/ONU Mulheres

Encontro reuniu pela primeira vez as empresas signatárias da iniciativa no País. Foto: ONU Mulheres/Ricardo Jayme

Para a ONU Mulheres e o Pacto Global da ONU, objetivos como economias fortes, sociedades mais justas, respeito aos direitos humanos e qualidade de vida de mulheres, homens, famílias e comunidades podem ser impulsionados com o fortalecimento da liderança das mulheres no ambiente de trabalho e na cadeia produtiva das empresas. Esse é o objetivo dos WEPs – Princípios de Empoderamento das Mulheres, iniciativa conjunta das duas entidades que apresenta sete passos para alavancar a igualdade de gênero no mundo dos negócios.

O Encontro Weps Brasil, realizado pela Rede Brasileira do Pacto Global e pela ONU Mulheres – que se comprometeram com a difusão dos WEPs no país – aconteceu nesta terça-feira (24) em São Paulo, e reuniu pela primeira vez executivos de cerca de 60 empresas brasileiras que apoiam a iniciativa e apresentaram os principais avanços a partir de sua adesão.

As experiências mostram que é possível aumentar a participação feminina em cargos de liderança. “É uma questão de equilíbrio. Temos que ver como uma oportunidade para incorporar visões e talentos à gestão das empresas”, disse a vice-presidente da Rede Brasileira do Pacto Global e superintendente de Sustentabilidade do Itaú Unibanco, Denise Hills.

Já para a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman, o setor corporativo é chave para o enfrentamento da desigualdade de gênero.

“Iniciativas como o WEPs são uma forma de operacionalizar os compromissos internacionais assumidos pelas nações. Temos muito o que fazer em parceria com a sociedade”, afirmou. A representante destacou que, especialmente no caso brasileiro, onde as mulheres negras recebem 50% dos salários das mulheres brancas, o racismo é um desafio a mais. “Sem essa relação direta, é difícil avançar.”

A representante da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Simone Sarita Schaffer, falou sobre a experiência do governo brasileiro junto à iniciativa, abordando como políticas públicas podem acelerar a equidade de gênero no mundo do trabalho.

Ela detalhou o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, criado em 2005 com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da ONU Mulheres, que cria mecanismos para implementar ações de longo prazo nas áreas de gestão de pessoas e cultura organizacional, “as organizações aprovadas recebem o selo Pró-Equidade de Gênero e Raça”, explicou Schaffer.

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