O secretário-geral da ONU reiterou seu apelo urgente para que sejam redobrados os esforços políticos e diplomáticos para chegar a um resolução pacífica no país devastado pela crise.
Ciclistas passam em frente a um prédio danificado pelos ataques à cidade de Sloviansk, onde metade da população abandonou suas casas devido aos confrontos e bombardeios. Foto: ACNUR/I.Zimova
Por meio de um telefonema na noite desta quarta-feira (13), o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, conversou com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, e reiterou seu apelo urgente para que sejam redobrados os esforços políticos e diplomáticos para chegar a um resolução pacífica no país devastado pela crise.
“O secretário-geral tem acompanhado de perto a crise na Ucrânia com preocupação crescente”, afirmou, oferecendo o apoio da ONU em coordenação com os parceiros internacionais para ajudar a situação humanitária.
Ban disse ter esperanças que a implementação do plano de paz do presidente ucraniano, anunciado em junho, que envolve a descentralização do poder, a realização de eleições antecipadas e a criação de uma zona neutra na fronteira russo-ucraniano, obtenha progressos tangíveis.
Situação atual na Ucrânia
De acordo com a Missão de Observação de Direitos Humanos da ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS), desde de abril, 1.543 pessoas foram mortas na região, incluindo civis, militares e membros dos grupos armados. Outras 4.396 pessoas ficaram feridas, porém acredita-se que o número pode ser ainda maior. Mais de 300 crianças ainda estão em orfanatos sob o controle de grupos armados. A agência da ONU para refugiados (ACNUR) estima que 117.910 pessoas estão deslocadas na Ucrânia.