Em universidade na Holanda, secretário-geral da ONU lembra responsabilidade de proteger direitos

Fala de Ban Ki-moon coincide com cinquentenário do discurso “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King Jr., que segundo ele apresentou um futuro comum com responsabilidade compartilhada.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Rick Bajornas

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Foto: ONU/Rick Bajornas

Desenvolvimento, paz e segurança, e os direitos humanos são interdependentes e reforçam mutuamente as dimensões da liberdade, disse nesta quarta-feira (28) o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na Universidade de Leiden, na Holanda. Ban pediu que os líderes mundiais se certifiquem que nenhuma pessoa seja deixada para trás.

“Não pode haver paz sem desenvolvimento… não há desenvolvimento sem paz… e não pode ser alcançada sem o pleno respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de Direito”, disse Ban.

Seu discurso mais cedo nesta quarta-feira coincidiu com o centésimo aniversário do estabelecimento do Palácio da Paz em Haia, Holanda, e do cinquentenário do discurso “Eu tenho um sonho” de Martin Luther King Jr. em Washington, Estados Unidos. Segundo Ban, Luther King apresentou um futuro comum com responsabilidade compartilhada, afirmando que “a liberdade deles é ligada indissoluvelmente à nossa liberdade”.

O chefe da ONU destacou a importância da liberdade de querer, particularmente relevante por as Nações Unidas estarem com menos de mil dias para acelerar o progresso em direção a oito metas antipobreza conhecidas como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). O prazo final para o cumprimento dos ODM é dezembro de 2015.

Os ODM e a agenda pós-2015 estão na pauta da abertura da reunião alto nível da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Estados Unidos, no próximo mês.

Citando uma série de violações de direitos humanos em todo o mundo que vão desde a censura da mídia até o aumento dos exemplos de legislações nacionais que restringem defensores dos direitos humanos e da sociedade civil, Ban Ki-moon também pediu a proteção dos direitos humanos.

“As preocupações com a segurança nacional e a atividade criminosa podem justificar o uso excepcional e estritamente orientado de vigilância”, disse Ban. “Mas a vigilância sem salvaguardas para proteger o direito à privacidade impede as liberdades fundamentais”.