Desde 2013, o UNODC vem apoiando a iniciativa do Ministério da Saúde conhecida como “Viva Melhor Sabendo”, que tem o objetivo de aumentar o acesso a testes rápidos, que usam fluido oral como amostra e que contam com a parceria com 54 ONGs.

O teste do fluido oral é um teste rápido, de triagem, disponibilizado pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Esse teste detecta anticorpos contra o HIV no fluido oral da pessoa. O exame fornece o resultado que pode ser analisado a olho nu, em até 30 minutos, e pode ser executado em qualquer local. Foto: UNODC
O trabalho da associação Águia Moreno na capital do Mato Grosso do Sul recebeu a visita da chefe da seção de HIV da sede do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em Viena, Monica Beg, no último dia 22 de janeiro. A representante pode conhecer de perto as intervenções realizadas junto às populações em situações de vulnerabilidade, incluindo a testagem de HIV com o método do fluido oral.
Durante a visita organizada pelo UNODC e o departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, a equipe pôde acompanhar todo o processo de abordagem, conscientização, testagem e aconselhamento realizado pelo pessoal qualificado da associação.
Para Monica Beg foi impressionante ver a dedicação e compromisso do governo e da sociedade civil, que procuram chegar até essa população que faz uso de cocaína fumada e vive em situação vulnerável nas ruas, vivenciando o estigma, a discriminação, diferentes formas de violência com ações de diagnóstico, prevenção e assistência para o HIV, a AIDS, as hepatites virais.
Desde 2013, o UNODC vem apoiando a iniciativa do Ministério da Saúde conhecida como “Viva Melhor Sabendo”, que tem o objetivo de aumentar o acesso a testes rápidos, que usam fluido oral como amostra e que contam com a parceria com 54 ONGs, entre elas a Associação de Redução de Danos Águia Morena. O projeto tem como foco populações que usam álcool e outras drogas; gays e outros homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo, travestis e transsexuais.
Com a iniciativa, 11.413 pessoas foram testadas, dentre elas 1.966 usuárias de drogas. Todas aquelas identificadas como HIV positivas e foram encaminhadas aos serviços de saúde.