Em visita à Palestina, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira (29) uma solução política para o conflito no Oriente Médio que coloque fim à ocupação israelense e crie um Estado palestino independente, convivendo em paz e segurança ao lado de Israel.
“É minha profunda convicção de que é essencial reiniciar um processo político de negociação sério e confiável visando a esse objetivo — a solução de dois Estados — como também é importante criar condições palpáveis para melhorar a situação da população palestina”, disse Guterres em Ramallah.

O secretário-geral da ONU, António Guterres (esquerda), e o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, durante coletiva de imprensa. Foto: ONU/ Katrin Hett
Em visita à Palestina, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu nesta terça-feira (29) uma solução política para o conflito no Oriente Médio que coloque fim à ocupação israelense e crie um Estado palestino independente, convivendo em paz e segurança ao lado de Israel.
“É minha profunda convicção de que é essencial reiniciar um processo político de negociação sério e confiável visando a esse objetivo — a solução de dois Estados — como também é importante criar condições palpáveis para melhorar a situação da população palestina”, disse Guterres em coletiva de imprensa em Ramallah após encontro com o primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah.
“Uma solução de dois Estados que acabe com a ocupação e, criadas as condições, também com o sofrimento do povo palestino, é na minha opinião a única maneira de garantir que a paz seja estabelecida e, ao mesmo tempo, que os dois Estados possam viver juntos em segurança e reconhecimento mútuo”, disse Guterres.
Ele disse que os assentamentos de Israel representam um grande obstáculo para a implementação da solução de dois Estados, embora existam outros desafios.
O chefe da ONU também expressou preocupação com a situação humanitária na Faixa de Gaza, e prometeu apoiar esforços para uma liderança palestina unida tanto na Cisjordânia quanto em Gaza.
Respondendo uma pergunta sobre os últimos comentários do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre os assentamentos na Cisjordânia, Guterres disse que “está claro que há um desacordo sobre esse assunto”. “Acreditamos que os assentamentos são ilegais de acordo com o direito internacional[…]”, acrescentou.