Em visita ao Sudão do Sul, Conselho de Segurança da ONU pede que partes em conflito honrem acordos

Os membros da delegação também recordaram sobre a importância de estabelecer o organismo responsável por organizar as eleições de 2015.

Os membros da delegação também recordaram sobre a importância de estabelecer o organismo responsável por organizar as eleições de 2015.

Membros do Conselho de Segurança da ONU chegam para a visita de um dia no Sudão do Sul. Foto: UNMISS/JC McIlwaine

Membros do Conselho de Segurança da ONU chegam para a visita de um dia no Sudão do Sul. Foto: UNMISS/JC McIlwaine

Durante uma visita ao Sudão do Sul, membros do Conselho de Segurança da ONU reiteraram nesta terça-feira (12) a possibilidade de impor sanções contra todos aqueles que minem os diálogos de paz que ocorrem em Adis Abeba, Etiópia, entre todas as partes do conflito.

O representante do Reino Unido junto à ONU, Mark Lyall Grant, país que exerce a presidência rotativa do Conselho em agosto, leu o comunicado divulgado na sexta-feira (8) pelos membros, em que eles expressavam sua determinação de considerar “todas as medidas apropriadas” contra aqueles que comprometam a paz, a estabilidade e a segurança do país.

Durante a visita de um dia, a delegação – que inclui o embaixador do Reino Unido junto à ONU, Mark Lyall Grant, o embaixador da Ruanda, Eugene Richard, e dos Estados Unidos, Samantha Power – se reuniu com o presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e membros do Conselho de Ministros.

Eles também visitaram o campo de proteção de civis da ONU em Malakal, no estado do Alto Nilo, região ao norte do país onde atentados contra funcionários de organizações humanitárias ocorreram na semana passada, expressando “angústia e raiva” com o que viram.

“Uma das razões pelas quais viemos ao Sudão Sul é porque nós somos responsáveis pela paz e segurança em todo o mundo e nós ainda não vimos paz e segurança nesse país”, disse Grant.

Os embaixadores afirmaram que esta “visita de emergência” serve para lembrar os líderes sul-sudaneses sobre o respeito ao cessar-fogo assinado no último 23 de janeiro e ressaltar a importância de convocar imediatamente um organismo para organizar as próximas eleições, previstas para o ano que vem, seguindo o calendário estabelecido e cujo prazo venceu no último domingo (10).