Fatima Jibrell será a primeira pessoa da Somália a receber o prêmio ‘Campeões da Terra’. A ativista combate o comércio ilegal de carvão vegetal e defende a forma de vida pastoral em seu país.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) premiará na próxima quarta-feira (19), em Washington, a Fátima Jibrell, uma das principais ativistas ambientais africanas e a primeira somali a vencer o principal prêmio ambiental da ONU, o ‘Campeões da Terra’.
O diretor-executivo do PNUMA, Archim Steiner, disse que o prêmio será conferido a Jibrell em reconhecimento às suas ações de combate ao comércio ilegal de carvão vegetal e sua luta para defender a vida pastoral na Somália.
Em 1991 a ativista fundou a Organização do Desenvolvimento e Assistência do Chifre da África (Adeso), que leva justiça social e ambiental para regiões e comunidades divididas por guerras no Sudão do Sul, na Somália e no norte do Quênia.
Segundo o PNUMA, a entidade sem fins lucrativos já ajudou mais de 1 milhão de pessoas. O Programa Pastoral da Juventude da Adeso treinou milhares de jovens a conservarem melhor os recursos ambientais e a serem autossuficientes, vivendo em paz com meios de subsistência rurais.
A agência da ONU também disse que o trabalho de Jibrell tem sido “instrumental” para acabar com o comércio de carvão vegetal no nordeste da Somália, atividade que vem dizimando a população de árvores da região.
O prêmio ‘Campeões da Terra’ reconhece líderes e visionários marcantes nos campos da ciência, empreendedorismo, ação da sociedade civil e política. Neste ano serão oito premiados que receberão as honras do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, do diretor-executivo do PNUMA, Archim Steiner, e da embaixadora da Boa Vontade do PNUMA, a modelo brasileira Gisele Bündchen.
