Anunciando o apelo global para 2018, chefe humanitário da ONU lembrou que cerca de 136 milhões de pessoas enfrentam necessidades urgentes devido a conflitos prolongados, desastres naturais, epidemias e deslocamentos.

Mulheres e crianças internamente deslocadas em um centro do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Mogadíscio, na Somália. Foto: Giles Clarke for Getty/OCHA
Um nível recorde de financiamento da ajuda humanitária – 22,5 bilhões de dólares – é necessário para entregar assistência de salvamento em todo o mundo em 2018, disse o chefe humanitário das Nações Unidas na sexta-feira (1).
Anunciando o apelo humanitário global para o próximo ano, Mark Lowcock lembrou que cerca de 136 milhões de pessoas enfrentam necessidades urgentes devido a conflitos prolongados, desastres naturais, epidemias e deslocamentos.
“Se fôssemos mais bem financiados, salvaríamos mais vidas. Mas também protegeríamos mais futuros”, disse ele.
“Esse é um dos investimentos mais baratos que você pode fazer na segurança da humanidade para o futuro, por isso esperamos que, com base na qualidade dos planos, possamos alcançar níveis mais altos de financiamento do conseguimos neste ano”, explicou.
Emergências humanitárias das @NacoesUnidas precisam de US$ 22,5 bilhões para 2018; valor bate novo recorde
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— ONU Brasil (@ONUBrasil) 12 de janeiro de 2018
Ele observou que o montante do recurso é 300 milhões de dólares a mais em relação ao solicitado no ano passado. “E isso reflete em parte o fato de que, embora as agências estejam ficando mais eficientes, o custo de operação em alguns dos locais onde precisamos estar está crescendo por serem altamente inseguros, e proteger a operação de ajuda está se tornando mais desafiadora.”
No Iêmen, uma criança morre a cada 10 minutos, lembrou Lowcock, que também é o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários. Ele acrescentou que o país provavelmente continuará a ser a maior crise humanitária do mundo.
Cerca de 20 milhões entra as 25 milhões de pessoas do país precisam de assistência, enquanto 7 a 8 milhões estão “à beira da fome”, acrescentou Mark Lowcock.
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