Empresas brasileiras gastam 2,6 mil horas por ano em burocracia fiscal, diz Banco Mundial

País é 130º colocado entre 185 no ranking de facilidade para fazer negócios. Além do tempo para pagar impostos, estudo da Corporação Financeira Internacional avalia itens como abertura de empresas, liberação de alvarás de construção, obtenção de crédito e execução de contratos.

Relatório 'Doing Business 2013'O Brasil é o país que mais consome o tempo das pequenas e médias empresas em questões fiscais entre 185 nações avaliadas pela Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), órgão do Grupo Banco Mundial. São 2,6 mil horas por ano, enquanto a média da América Latina e Caribe é de 367 horas, segundo o relatório “Doing Business 2103”, lançado no fim de 2012. A média entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 176 horas.

O Brasil aparece no 130º lugar no raking de facilidade para fazer negócios – uma piora de duas posições em relação a 2012 -, que considera, entre outros processos, a liberação de alvarás de construção, registro de propriedades, obtenção de crédito e execução de contratos.

Dos dez itens avaliados, o Brasil melhorou em três na comparação com o ano anterior: abertura de empresas (da 122ª posição para a 121ª); obtenção de eletricidade (da 61ª para a 60ª); e na execução de contratos (da 120ª para a 116ª). Manteve-se estável no comércio entre fronteiras (123ª). Nos demais, houve queda de até sete pontos, caso da obtenção de crédito (da 97ª para a 104ª).

A abertura de empresas no Brasil consome 119 dias. O procedimento leva 53 dias, em média, na América Latina e Caribe e três em Cingapura – território com mais facilidade para fazer negócios. A liberação de alvarás de construção toma 26 dias no país asiático, contra 469 no Brasil e 224 na América Latina e Caribe.

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