Empresas reúnem-se para avaliar rede da OIT de combate ao trabalho infantil

Representantes de empresas se reunirão em São Paulo (SP) para avaliar a criação da Rede de Empresas pela Aprendizagem e Erradicação do Trabalho Infantil, uma iniciativa fruto da parceria entre Instituto Ethos, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A ação tem por premissa difundir práticas bem-sucedidas de combate ao trabalho infantil no país.

Nova plataforma online pretende trocar informações para intensificar o combate ao trabalho infantil. Foto: Portal Brasil

Rede da OIT e parceiros tem por premissa difundir práticas bem-sucedidas de combate ao trabalho infantil no país. Foto: Portal Brasil

Representantes de empresas se reunirão em São Paulo (SP) na sexta-feira (11) para avaliar a criação da Rede de Empresas pela Aprendizagem e Erradicação do Trabalho Infantil, uma iniciativa fruto da parceria entre Instituto Ethos, Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Entre abril de 2014 e abril de 2015, o MTE realizou 9.838 operações fiscais para apurar denúncias de trabalho infantil no Brasil. As ações dos auditores fiscais retiraram dessa condição 5.688 crianças e adolescentes.

Segundo o ex-chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil do MTE, Alberto de Souza, a entrada prematura desses jovens no mercado de trabalho é motivada pela falta de preparação profissional adequada. Frequentemente, crianças e adolescentes submetidos ao trabalho infantil continuam recebendo salários baixos na fase adulta, o que tem repercussões negativas ao longo da vida.

A proposta da rede é o primeiro passo rumo a outras ações de comprometimento com o combate ao trabalho infantil. Trata-se de iniciativa inédita no Brasil, que promoverá o diálogo sobre desafios para a erradicação do problema e troca de práticas bem-sucedidas.

A rede também pretende dar visibilidade às ações desenvolvidas para que as empresas se comprometam a compartilhar e desenhar estratégias que permitam apoiar a aprendizagem profissional nos contextos onde operam.

Ferramenta fundamental no combate ao trabalho infantil, a aprendizagem é uma obrigação legal constitucional que promove a profissionalização de jovens a partir de 14 anos, mantendo-os na escola e capacitando-os para o mercado de trabalho.