Encontro da ONU destaca vínculos entre resposta ao HIV/Aids e agenda de desenvolvimento sustentável

Reunião do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids foi realizada nesta semana, na Casa da ONU em Brasília, e destacou importância de “não deixar ninguém pra trás”, um dos princípios dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que busca acabar com a discriminação para que todos possam receber o tratamento adequado.

Foto: UNAIDS

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Foi realizada na última terça-feira (4) a reunião do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/Aids – conhecido como GT/UNAIDS – na Casa da ONU em Brasília.

Rafael Franzini, representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e atual presidente do GT/UNAIDS, enfatizou durante o encontro a relevância e abrangência do grupo. Já o coordenador residente do Sistema ONU no Brasil, Niky Fabiancic, destacou as prioridades colocadas pela nova agenda da ONU – por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ou ODS – em relação ao HIV no contexto brasileiro. O objetivo, destacou Niky, é “não deixar ninguém pra trás”, ou seja, não discriminar nenhum grupo da sociedade para que todos possam receber o tratamento adequado.

Com destaque para o grupo-chave que é mais afetado pela contaminação e, ao mesmo tempo, o que mais sofre discriminação – como os e as profissionais do sexo, homossexuais, pessoas trans e travestis.

O coordenador da ONU Brasil também falou sobre o momento crítico na resposta à Aids no mundo, apontando no entanto que houve avanço nas pesquisas, no tratamento e nas medidas de prevenção.

Ao destacar a interdependência da resposta à Aids com os ODS, Niky ressaltou a importância dos ODS três (saúde de qualidade) e quatro (educação de qualidade), que contribuirão para levar o tratamento às pessoas vivendo com o HIV e promover informação sobre as medidas de profilaxia.

Ele relacionou ainda a resposta ao vírus ao ODS cinco (igualdade de gênero), enfatizando a necessidade de acabar com a discriminação; e ao 16 (paz e justiça), observando a importância da cooperação entre os governos e as instituições na resposta à Aids.

A diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, fez um relato sobre a Reunião de Alto Nível da ONU sobre HIV/AIDS e a Declaração Política sobre o Fim da Aids 2016, cujas metas são dobrar o número de pessoas em tratamento; acelerar o alcance da prevenção ao HIV; eliminar novas infecções pelo HIV em crianças, além de um novo enfoque em mulheres, meninas, jovens e na igualdade de gênero.

Georgiana também atualizou o grupo sobre a campanha #EuAbraço nas Olimpíadas e Paraolimpíadas. Promovida em parceria com o Ministério da Saúde, UNESCO, UNFPA e a União Europeia, a iniciativa foi inspirada no princípio nº 6 da Carta Olímpica: “o usufruto dos direitos e liberdades deverão ser assegurados sem nenhum tipo de discriminação, seja ela de raça, cor, sexo, orientação sexual, linguagem, religião, opinião política ou qualquer outra opinião, nacionalidade, propriedade, nascimento ou qualquer outro status”.

Desde 1997, a ONU se une a parceiros de diversos setores da sociedade neste grupo. Ao incluir representantes de agências da ONU, do governo, de parceiros de cooperação internacional, da sociedade civil – incluindo redes de pessoas vivendo com HIV/AIDS – e do setor privado, o GT/UNAIDS é um espaço privilegiado para a promoção de ações que visam ao apoio e o fortalecimento de uma resposta nacional multissetorial à epidemia. Trata-se do maior e mais antigo grupo interagencial da ONU no Brasil e o mais ativo grupo do tipo no mundo.

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