Fonte tradicional de receita dos serviços postais, o envio de cartas hoje representa menos de 50% do total dos benefícios gerados pelos 20 maiores correios do mundo desde 2013.

Foto: RaSeLaSeD – Il Pinguino (Flickr/CC)
Na abertura da Conferência Mundial de Estratégia da União Postal Universal (UPU), o chefe dessa agência especializada da ONU, Bishar Hussein, falou nesta segunda-feira (13) sobre a necessidade de se fazer uma leitura crítica sobre como os serviços postais estão sendo forçados a se redefinir.
A Conferência visa a fazer um balanço da Estratégia Postal de Doha de 2012 e discutir as questões e tendências que irão moldar o projeto futuro da UPU.
“Precisamos sair da nossa zona de conforto e testar novas ideias sobre a qual possamos construir o futuro dos correios”, disse Hussein. “O roteiro que orienta nossas ações e decisões reflete o ambiente postal global, marcado por profundas mudanças e pontos de ruptura que representam desafios e oportunidades para o setor postal.”
De acordo com a UPU, o envio de cartas, tradicionalmente o responsável pela maior parte das receitas postais, caiu para menos de 50% do total dos benefícios gerados pelos 20 maiores correios do mundo desde 2013. Além disso, os correios têm lidado cada vez mais com entrega de mercadorias em detrimento de remessas e documentos, sinal do impacto das vendas online no setor.
Estima-se que o correio eletrônico de empresas para consumidores (B2C) alcance a marca de 2,4 bilhões de dólares até 2018, por isso a UPU espera que as agências postais explorem novos métodos mais eficazes de entrega para atender essa nova demanda dos consumidores.