Encontro entre brasileiras e refugiadas africanas celebra aniversário de estatuto de proteção

O evento celebra o Dia Mundial do Refugiado e o 17º aniversário da lei que regulamenta o Estatuto do Refugiado no Brasil.

Mulheres brasileiras e africanas participaram da oficina de artesanato organizada pela Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e a organização não-governamental OMEP.

Mulheres brasileiras e africanas participaram da oficina de artesanato organizada pela Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e a organização não-governamental OMEP.

Nesta semana, 25 mulheres brasileiras e refugiadas africanas se reuniram com o propósito de comemorar o Dia Mundial do Refugiado -celebrado mundialmente no dia 20 de junho- e o 17º aniversário da lei que regulamenta o Estatuto do Refugiado no Brasil.

O encontro aconteceu durante a oficina de artesanato organizada pela Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e a ONG Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (OMEP).

“O interessante é que, mesmo sem falarem a mesma língua, elas se comunicaram, se entenderam e trocaram experiências”, observou a presidente da OMEP e coordenadora do projeto “Apostando no Futuro”, que há 10 anos oferece cursos de artesanato para mulheres, Regina Carvalho.

Ao final da oficina, as alunas refugiadas do projeto “Refazer”, da Cáritas Rio, prepararam uma surpresa para as visitantes brasileiras. As anfitriãs fizeram questão de mostrar um pouco da sua cultura e da sua arte e transformaram num verdadeiro palco o prédio da Cáritas onde são atendidos os refugiados que vivem no Rio de Janeiro.

“Percebemos a alegria com que as alunas do ‘Refazer’ receberam as alunas do ‘Apostando no Futuro’. Era como se estivessem recebendo essas pessoas em sua casa. E, de fato, a Cáritas é o lugar onde se sentem acolhidas”, completou a coordenadora do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas, Aline Thuller.