Entidades reguladoras de energia atômica precisam de independência e recursos

Medidas de rápida implementação foram apresentadas na Conferência Ministerial de Segurança Nuclear, na Áustria. Agência Internacional de Energia Atômica quer ampliar segurança das usinas em todo o mundo.

O Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, apresentou ontem (20/06) na Conferência Ministerial de Segurança Nuclear, na Áustria, medidas que poderão ser rapidamente implementadas para melhorar a segurança nuclear mundial. Para ele, o primeiro passo é reforçar as normas e garantir que elas sejam aplicadas. A fiscalização sistemática de segurança de todos os reatores também é recomendada. Entidades reguladoras nacionais devem ser genuinamente independentes, adequadamente financiadas e ter funcionários bem treinados.

Alamo destacou a necessidade de preparação de emergência, sistemas de respostas e expansão do compartilhamento de informações durante as crises. “São medidas práticas que não exigirão longas negociações ou alteração de convenções de segurança”, avaliou o Diretor. “Os próximos meses serão cruciais para a tomada imediata de medidas corretivas e o estabelecimento de uma base sólida para futuras atividades de reforço da segurança nuclear.”

Ele confia que as lições certas serão aprendidas com o “terrível acidente” de Fukushima e o como resultado o mundo terá usinas muito mais seguras. “A AIEA terá um papel central para fazer com que isso aconteça”, garantiu. Os reatores nucleares de Fukushima sofreram danos importantes durante o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão em 11 de março. O vazamento de radiação em níveis significativos perdurou semanas.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, enviou mensagem às autoridades afirmando que “o futuro da energia nuclear é extremamente dependente da manutenção dos mais altos padrões de segurança”. Para ele, “a segurança nuclear é mundialmente vista como um bem público; seu sucesso serve aos interesse coletivo em todos os lugares, mas sua falha pode levar a desastres que não respeitam fronteiras”.