Fórum em Adis Abeba discute formas de frear a evasão fiscal. Populações de países em desenvolvimento são as que mais sofrem com a sonegação, já que são as que mais precisam de investimentos.

A Agenda de Ação de Adis Abeba forneceu incentivos para o investimento em áreas de necessidades globais alinhado com políticas com prioridades econômicas, sociais e ambientais. Foto: Agência Brasil
Os países perdem entre 100 a 240 bilhões de dólares em receitas fiscais de renda globais sonegadas anualmente, destacou o presidente do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), Oh Joon, nesta quarta-feira (11), durante o Segundo Comitê da Assembleia Geral das Nações Unidas. No maior fórum mundial de discussões econômicas e financeiras, o representante da ONU enfatizou a necessidade de frear a evasão de taxas e pediu por uma cooperação fiscal internacional mais intensa para solucionar a questão.
O tema da reunião foi “Recursos de mobilização doméstica: para onde ir depois de Adis?”, em referência à Agenda de Ação Adis Abeba, instrumento financeiro que serve de base para líderes mundiais implementarem a Agenda de 2030 de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e na qual se comprometeram a melhorar a efetividade e capacidade operacional do Comitê de Tributação da ONU.
“A tributação representa uma fonte estável e previsível de finanças. Complementada por outras fontes, é fundamental para o desenvolvimento financeiro e para a provisão de benefícios públicos e serviços”, afirmou Oh, destacando que os países em desenvolvimento são os mais prejudicados pela sonegação de impostos, já que precisam de mais investimentos.
O presidente do ECOSOC explicou que o cenário financeiro mundial contribui para brechas no pagamento de impostos pelo fato de os modelos de negócios serem mais internacionais e por isso dependerem de cadeias de valores menos tangíveis. Oh Joon anunciou que o Comitê de Tributação passará a reunir-se duas vezes ao ano e aumentará seu vínculo com o ECOSOC para garantir uma melhor resposta aos desafios fiscais internacionais.