Após visitar campos de refugiados na Jordânia, escolas apoiadas pela ONU em Gaza, municípios no Kosovo e Conselhos da Juventude na Dinamarca, a enviada das Nações Unidas para a Juventude foi ao Conselho de Segurança, em Nova Iorque, na quarta-feira (17) com a mensagem de que os jovens do mundo “se importam com a paz”.
A enviada também destacou a necessidade de proteger jovens ativistas, cujas atividades os colocam sob os holofotes.
“Nos últimos meses, notei com grave preocupação certos incidentes de jovens ativistas pela paz e de jovens defensores dos direitos humanos sendo submetidos a ameaças, intimidações, violências, prisões arbitrárias e retaliações por parte de atores estatais e não estatais”, disse.

Jayathma Wickramanayake, enviada especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Juventude. Foto: Lindsay Barnes/UNFPA
Após visitar campos de refugiados na Jordânia, escolas apoiadas pela ONU em Gaza, municípios no Kosovo e Conselhos da Juventude na Dinamarca, a enviada das Nações Unidas para a Juventude foi ao Conselho de Segurança, em Nova Iorque, na quarta-feira (17) com a mensagem de que os jovens do mundo “se importam com a paz”.
No entanto, Jayathma Wickramanayake deixou claro que “jovens homens e mulheres ainda sofrem com estereótipos”, que afetam suas atividades e a realização de seu “pleno potencial para a paz”.
A principal consequência de enquadrar jovens como “um problema a ser resolvido e uma ameaça a ser contida”, de acordo com Wickramanayake, é que isso contribui para a “marginalização e a estigmatização”.
Além disso, ela sinalizou que isso “prejudica a juventude, a paz e a segurança” nas respostas programáticas, com abordagens de segurança rígidas e longe da prevenção, ignorando o fato de que “a maioria dos jovens não está envolvida com violência”.
Jovens, paz e segurança
O Conselho abordou pela primeira vez o tema de jovens, paz e segurança em 2015, com um debate aberto sobre o “papel da juventude na contenção do extremismo violento e na promoção da paz”.
Isso levou à adoção da resolução 2250, que, entre outras coisas, instou Estados-membros a garantir ambientes capazes de prover atividades de prevenção à violência e esforços de construção da paz.
O Conselho também encomendou um estudo independente sobre jovens, paz e segurança. O documento serviu posteriormente como base para a resolução 2419, que reconhece o papel essencial de jovens na prevenção de conflitos.
Wickramanayake citou estas resoluções como peças importantes no cenário atual de crescimento do terrorismo, do crime organizado e do extremismo violento. Segundo ela, estas resoluções “garantem que perspectivas sobre a juventude não sejam distorcidas por estereótipos que associam jovens à violência”.
A enviada também destacou a necessidade de proteger jovens ativistas, cujas atividades os colocam sob os holofotes.
“Nos últimos meses, notei com grave preocupação certos incidentes de jovens ativistas pela paz e de jovens defensores dos direitos humanos sendo submetidos a ameaças, intimidações, violências, prisões arbitrárias e retaliações por parte de atores estatais e não estatais”, disse.
“Gostaria de relembrar com grande ênfase que ‘proteção’ é um pilar integral da resolução 2250”, afirmou, pedindo que governos “mantenham e protejam os direitos fundamentais dos jovens, incluindo o direito à liberdade de expressão, tanto online quanto offline”.
Ela ressaltou ao Conselho que a agenda sobre jovens, paz e segurança está sendo reconhecida e institucionalizada dentro da ONU como “pilar” das prioridades da Organização.
A Estratégia da ONU para a Juventude, a Juventude 2030, identifica paz e construção de resiliência como “uma das cinco prioridades vitais para o trabalho do Sistema ONU com e para os jovens”.