Missão da ONU tomou medidas mais firmes após oito mil jovens armados de Lou Nuer terem se deslocado para área habitada pelo grupo étnico Murle.

A Representante Especial do Secretário-Geral e chefe da missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS), Hilde Johnson, concedeu uma entrevista por vídeo a repórteres em Nova York reafirmando que a única forma de proteger civis na zona de conflito no estado de Jonglei, no Sudão do Sul, é através do envio de tropas do Governo para as áreas de amortecimento entre as comunidades envolvidas.
O trabalho da ONU no país já se intensificou através de missões de reconhecimento das patrulhas aéreas e o direcionamento de tropas para áreas onde os civis estão mais vulneráveis.
A UNMISS também vem fazendo um trabalho de condenação das incitações públicas de violência, alertando que incitação à violência étnica é um crime internacional. Segundo ela, o próprio Presidente Salva Kiir Mayardit também faz eco aos repetidos alertas da ONU.
A Missão tomou medidas mais firmes após aproximadamente oito mil jovens armados de Lou Nuer terem se deslocado rumo à cidade habitada pelo grupo étnico Murle. “Nós movemos nosso pessoal de pronto-combate para onde os civis estão mais ameaçados, como no Condado de Pibor. Oito de nossos 15 grupos estão mobilizados. Dessa forma, conseguimos alertar um grande número de civis em Jonglei para se deslocarem, salvando milhares de vidas”.
O Chefe de Tecnologia de Informação do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Arthur Sawmadal, disse que intervenções humanitárias como a requisitada no Sudão do Sul seriam muito melhor aproveitadas com o aprimoramento dos serviços de comunicação, devido à demanda por serviços de socorro e ao isolamento de algumas áreas. “Atualmente não há infraestrutura de telecomunicações no Sudão do Sul”.