Enviado da ONU à Somália pede que partes completem transição política a tempo

Com encerramento de reunião-chave, Augustine Mahiga chamou todas as partes a garantir que as tarefas restantes da transição sejam concluídas dentro do prazo previsto.

Representante Especial Augustine Mahiga. (ONU/Aliza Eliazarov)Com o encerramento de reunião-chave para resolver as questões pendentes antes do fim do período atual de transição na Somália, o enviado político da das Nações Unidas ao país chamou ontem (6) todas as partes a garantir que as tarefas restantes sejam concluídas dentro do prazo previsto, de duas semanas.

O Representante Especial do Secretário-Geral e chefe do Escritório Político das Nações Unidas para a Somália (UNPOS), Augustine Mahiga, saudou o consenso dos signatários, alcançado na reunião do fim de semana que definiu o roteiro para o fim da transição. Mahiga, no entanto, demonstrou preocupação com o tempo que levaria para resolver as questões pendentes.

“O tempo urge. O processo não admite mais quaisquer atrasos”, disse em um comunicado de imprensa. “Agora que essas discussões foram finalizadas, exorto todas as partes a concentrar toda a sua energia em completar as tarefas restantes a tempo, como têm publicamente se comprometido a fazer.”

Depois de décadas de guerra, a Somália vem passando por um processo de paz e reconciliação nacional, com as Instituições Federais de Transição do país implementando atualmente o Roteiro para o Fim da Transição, elaborado em setembro passado.

O plano enuncia medidas prioritárias a serem realizadas antes do fim do atual regime que regula a transição, em 20 de agosto.

A reunião dos signatários discutiu seis itens: a consolidação e publicação da lista de anciãos tradicionais; a seleção dos 275 membros do Parlamento; a integridade e proteção do comitê de seleção técnica; os procedimentos para a eleição do Presidente e de outros líderes nacionais pelo parlamento; e a atual situação política em Galmaduga, região central do país do Chifre da África.

No comunicado final, os participantes do encontro reafirmaram a necessidade e a determinação em acabar com a transição em 20 de agosto, e emitir uma “severa advertência para acabar com as práticas de intimidação e corrupção que surgiram em torno da nomeação de candidatos parlamentares”, afirmou o comunicado do UNPOS.

O documento também ressaltou a necessidade de o Comitê de Seleção Técnica, assistido por observadores internacionais, se manter “independente, objetivo e ético em seu trabalho.” A questão em torno da segurança e da proteção do Comitê de Seleção Técnica foi confiada à UNPOS, apoiada pela Missão da União Africana na Somália (AMISOM).