Enviado da ONU condena onda de violência na capital da Líbia; negociações políticas avançam

De acordo com um comunicado da missão da ONU no país, a onda de violência no bairro de Fashloum, em Trípoli, causou “muitas vítimas e pôs em risco a vida de civis”.

Chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL), Bernardino Léon. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL), Bernardino Léon. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

O chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL), Bernardino León, condenou fortemente o novo surto de violência na capital da Líbia, Trípoli, em meio ao diálogo político em curso que busca resolver a crise no país.

De acordo com um comunicado de imprensa emitido pela UNSMIL no sábado (18), a onda de violência no bairro de Fashloum, em Trípoli, causou “muitas vítimas e pôs em risco a vida de civis”. Os relatos iniciais até a data do comunicado indicam que três civis foram mortos, incluindo uma jovem, desde a retomada das hostilidades.

Há também relatos de sequestros de civis e queima de casas, acrescentou o comunicado da Missão da ONU.

No comunicado de imprensa, León ressaltou que não poderia haver “qualquer justificativa para os confrontos que ocorrem em Trípoli, nem para as hostilidades armadas contínuas que ocorrem em diferentes partes do país”, especialmente num momento em que as partes interessadas foram reunidas para chegar a uma solução mediada e pacífica.

A última rodada de conversações políticas, de fato, está em andamento em Skhirat, Marrocos, com as partes apresentando suas observações para o projeto de acordo de transição política na Líbia.

León renovou o seu apelo a todas as partes da Líbia “para exercer todos os esforços possíveis para trazer o fim imediato dos combates em Trípoli e em outros lugares, bem como tomar todas as medidas necessárias para criar um ambiente mais propício ao diálogo em curso”.

Ele também pediu aos envolvidos nos conflitos que assegurem que a população e infraestrutura civis não sejam alvos de violência e apelou pela libertação imediata de todos os civis sequestrados.