Enviado da ONU define 25 de janeiro como data para começar diálogos de paz na Síria

Nesta data, deverão ter início as negociações que serão conduzidas pelas Nações Unidas em Genebra com as diferentes partes implicadas no conflito. A ONU vai supervisionar possível processo de transição política na Síria

Prédios destruídos por confrontos em Homs, na Síria. Foto: UNICEF / Nasar Ali

Prédios destruídos por confrontos em Homs, na Síria. Foto: UNICEF / Nasar Ali

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, definiu neste sábado (26) que os diálogos entre as partes do conflito sírio devem ter início em 25 de janeiro de 2016. A data fixa um dia para o começo das negociações que, caso sejam bem-sucedidas, poderão acabar com a guerra no país. Segundo o porta-voz de Mistura, o representante da ONU deverá completar consultas até o começo de janeiro para, em seguida, reunir os lados opostos dos confrontos.

“O povo da Síria já sofreu o bastante”, afirmou o enviado especial. “Suas tragédias são sentidas agora por toda a região e além. Eles merecem a atenção e o comprometimento plenos de todos os seus representantes sírios, que devem, agora, mostrar liderança e perspicácia para superar as diferenças pelo bem da Síria”.

O anúncio de Mistura está de acordo com a resolução 2254 do Conselho de Segurança, aprovada há cerca de uma semana (18). A deliberação do órgão concedeu às Nações Unidas o papel de principal condutor das negociações entre as partes do conflito sírio, que vão se reunir em Genebra a partir da data definida pelo enviado especial. A decisão estabeleceu um cronograma para a implementação de um cessar-fogo, a elaboração de uma nova constituição e a realização de eleições, que devem ocorrer dentro de 18 meses.

O possível processo de transição política será liderado por representantes do povo sírio, mas contará com os auspícios e s supervisão da ONU. A deliberação do Conselho reconheceu a necessidade de entrada em vigor da suspensão das hostilidades assim que forem dados os primeiros passos rumo à transição. Para Mistura, “não se pode permitir que desdobramentos contínuos no solo retirem o processo de seu caminho”.