Consultas com partes interessadas do país terminaram no dia 19 de junho e, apesar de não terem resultado em um acordo, representante da ONU confia que algumas metas serão alcançadas.

Um menino senta-se em meio aos escombros que restam de sua casa, que foi destruída em um ataque aéreo no vilarejo de Okash, perto de Sanaa, capital do Iêmen. Foto: UNICEF/Mohammed Hamoud
As partes interessadas iemenitas permanecem no caminho certo para recuperar a transição política muito necessária apesar das hostilidades em curso no país, disse nesta quarta-feira (24) o enviado especial das Nações Unidas para o Estado do Golfo, Ismail Ould Cheikh Ahmed, instando todas as partes a observar uma trégua humanitária destinada à entrega de ajuda humanitária essencial para os civis iemenitas.
Dirigindo-se a jornalistas, em Nova York, Ahmed aplaudiu os esforços realizados pelas partes nacionais durante as recentes consultas de Genebra, em meio a uma escalada do conflito que já custou milhares de vidas e devastou grandes áreas do país.
“Apesar das batalhas em fúria, a violência em curso e a situação humanitária dramática, os iemenitas responderam ao convite do secretário-geral e participaram das consultas iniciais”, declarou ele. “A presença pessoal do secretário-geral é uma indicação da importância primordial atribuída pela ONU e pela comunidade internacional, e em particular pelo próprio secretário-geral para a situação do Iêmen. Lamento profundamente a profunda divisão entre os partidos e a falta de compromisso que impediram um acordo que estava ao nosso alcance”.
As consultas – que reuniram representantes de todo o Iêmen – foram concluídas em 19 de junho. No entanto,o enviado da ONU expressou algum otimismo de que metas específicas, incluindo a imposição de um cessar-fogo humanitário, poderiam ser alcançadas.