Rahma Abdulkadir foi baleada e morta por autores ainda desconhecidos no distrito de Yaqshid, na noite de domingo (24). Ela é a terceira jornalista morta no país este ano.

Representante Especial do Secretário-Geral para a Somália, Augustine Mahiga. Foto: ONU-UA/Stuart Price
O enviado das Nações Unidas na Somália expressou choque e tristeza com a morte de uma jornalista de rádio e pediu ao Governo que investigue o crime e leve os responsáveis à justiça.
“Eu condeno este ataque hediondo nos termos mais fortes e envio as minhas mais profundas condolências à família e amigos de Rahma Abdulkadir”, declarou o Representante Especial do Secretário-Geral para a Somália, Augustine Mahiga, nesta segunda-feira (26).
Abdulkadir, que trabalhou na Rádio Abduwaq, foi baleada e morta por autores ainda desconhecidos no distrito de Yaqshid, na capital Mogadíscio, na noite de domingo (24). Ela é a terceira profissional de mídia a ser morta na Somália em 2013. No ano passado, 18 jornalistas foram mortos em ataques diretos ou indiretos.
“A Somália continua a ser um dos lugares mais perigosos do mundo para jornalistas trabalharem. Esta imagem negativa precisa mudar”, afirmou Mahiga, que também é chefe do Escritório Político da ONU para a Somália (UNPOS).
O país da região do Chifre da África – que tem sido afetado por conflitos há mais de duas décadas – fez recentemente alguns ganhos políticos significativos. Em agosto passado o primeiro parlamento formal foi empossado, dando fim a um período de transição de nove anos. Em seguida, um novo Presidente e um novo Primeiro-Ministro foram nomeados.
No mês passado, o Primeiro-Ministro, Abdi Farah Shirdon, lançou uma força-tarefa independente para pôr fim à cultura de impunidade sobre os abusos de direitos humanos no país.
“A comunidade de mídia somali provou a sua coragem e resistência ao longo dos anos. A Somália entrou em uma nova era onde a liberdade de expressão é garantida pela Constituição provisória e o Governo comprometeu-se a salvaguardar os direitos humanos e, em especial, a proteção de grupos vulneráveis, incluindo jornalistas. Peço aos agressores para parar esta violência sem sentido”, acrescentou Mahiga.