Enviado da ONU pede campanha global para combater estigmatização de vítimas do ebola

O enviado especial do secretário-geral da ONU para o ebola, David Nabarro, afirmou que campanha deve reduzir o medo e estimular a solidariedade.

Idrissa,15, foi diagnosticado com ebola e está em quarentena de alto risco localizada na cidade de Kenema, em Serra Leoa. Foto: UNICEF/NYHQ2014-1855/Bindra.

Idrissa,15, foi diagnosticado com ebola e está em quarentena em Kenema, Serra Leoa. Foto: UNICEF/NYHQ2014-1855/Bindra.

O enviado especial do secretário-geral da ONU para o ebola, David Nabarro, fez nesta quarta-feira (12) um apelo ao combate à estigmatização sofrida pelas vítimas do ebola, pedindo uma campanha global nas redes sociais a favor da solidariedade e do fim da discriminação.

Nabarro ressaltou a importância de entender o fenômeno da estigmatização e trabalhar sobre a questão, para reduzir o medo e estimular ações de solidariedade, como as iniciativas em redes sociais. No Facebook, já existem campanhas a favor da coleta de doações, da disseminação de informações sobre os sintomas e o tratamento da doença em regiões de risco e do desenvolvimento de ferramentas de comunicação e de dados para os profissionais que atuam diretamente na África Ocidental.

No mesmo dia, o sub-secretário-geral da ONU para operações de paz, Hervé Ladsous, disse ao Conselho de Segurança que não há mais sinais de que a segurança nos países mais afetados pelo ebola poderia se deteriorar. No entanto, as considerações sobre a redução das tropas e da polícia das Nações Unidas devem ser adiadas até que a crise da epidemia tenha chegado ao fim.

Ladsous ressaltou também que é necessário pensar o apoio coletivo da comunidade internacional à reconstrução da Libéria pós-ebola, mesmo que o foco agora seja a reação imediata de combate à epidemia, que já apresenta pequenos sinais de progresso.