Enviado da ONU reinicia diálogo entre governo e rebeldes na Guiné

Em março deste ano, protestos realizados devido ao processo eleitoral deixaram mortos e feridos no país. Representante da ONU pede que partes resolvam suas diferenças de maneira pacífica.

Mulher vota na área de Hamdallaye, em Conakry, capital da Guiné, em junho de 2010. Foto: IRIN/Nancy Palus

Mulher vota na área de Hamdallaye, em Conakry, capital da Guiné, em junho de 2010. Foto: IRIN/Nancy Palus

Um enviado das Nações Unidas convocou nesta quarta-feira (22) uma reunião consultiva em Conakry, capital da Guiné, entre o primeiro-ministro e os líderes da oposição, com o objetivo de avançar com os esforços da ONU para ajudar as partes a resolver as diferenças sobre os preparativos para as eleições legislativas — que foram paralisadas — e outras questões controversas através de meios pacíficos.

Said Djinnit, representante especial do secretário-geral da ONU para a África Ocidental, iniciou a reunião como facilitador internacional na Guiné, disse um porta-voz da ONU. O enviado parabenizou as duas partes por darem este “passo inicial” em busca da criação das condições necessárias para a realização de eleições legislativas livres, transparentes e pacíficas no país.

Em março, os protestos relacionados às urnas levaram a várias mortes e centenas de feridos. À época, o secretário-geral Ban Ki-moon e o escritório de direitos humanos da ONU pediram calma em meio à violência, para que os atores políticos na Guiné pudessem prosseguir com um diálogo que criasse eleições pacíficas.

“Djinnit continua a pedir as partes guineenses que resolvam suas diferenças sobre o processo eleitoral por vias pacíficas e que ajam em conformidade com a “declaração antiviolência”, assinada entre o governo e os partidos políticos no dia 24 de abril”, disse o porta-voz.