O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, anunciou na segunda-feira (17) um plano para a retomada completa do cessar de hostilidades em todo o país devastado pela guerra.

Distrito de Dar Sa’ad, Aden, no Iêmen. Foto: PMA/Ammar Bamatraf
O enviado especial das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, anunciou na segunda-feira (17) um plano para a retomada completa do cessar de hostilidades em todo o país devastado pela guerra.
Em comunicado à imprensa, o enviado especial informou que recebeu garantias do compromisso de todas as partes em relação aos Termos e Condições do Cessar de Hostilidades de 10 de abril de 2016, que entrará novamente em vigor, por um período inicial de 72 horas, às 23h59 desta terça-feira (19).
Para Ould Cheikh Ahmed, a restauração do cessar-fogo vai poupar o povo iemenita de mais derramamento de sangue e permitirá a entrega sem restrições e ampliada de ajuda humanitária.
Ele pediu que todas as partes envolvidas, a região e a comunidade internacional encorajem o pleno respeito ao acordo e garantam que ele leve a um fim permanente e duradouro do conflito.
O enviado especial também destacou a necessidade da reativação imediata do comitê de coordenação do cessar-fogo, tal como acordado durante as conversações no Kuwait.
Ele observou também que os termos de cessação das hostilidades incluem a obrigação de permitir o acesso livre e sem obstáculos à ajuda humanitária para todo o povo iemenita, bem como uma interrupção completa e abrangente das atividades militares de qualquer tipo.
Desde março de 2015, mais de 4 mil civis foram mortos e mais de 7 mil ficaram feridos no Iêmen. O número de vítimas aumentou dramaticamente desde o colapso do acordo de cessar de hostilidades em agosto.
Em setembro de 2016, 379 civis foram mortos e feridos. Apenas nos primeiros dez dias de outubro, o número triplicou — com 369 vítimas civis.