Liberação de prisioneiros e fim de cercos estão entre exigências do grupo de oposição. Enviado especial da ONU para a Síria reuniu-se, informalmente, com o Comitê de Altas Negociações, no domingo (31).

O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, deu início às negociações pela paz na Síria na última sexta-feira (29). Foto: ONU / Jean-Marc Ferré
Neste domingo (31), o enviado especial das Nações Unidas para a Síria, Staffan de Mistura, reuniu-se informalmente com uma delegação do Comitê de Altas Negociações, em Genebra, onde as negociações pelo fim do conflito sírio começaram na sexta-feira (29). O Comitê é um dos principais grupos de oposição ao atual governo do país e conta com o apoio da Arábia Saudita. Segundo o representante da ONU, oposicionistas desejam a liberação de prisioneiros e o fim de cercos a determinadas regiões da Síria.
Em pronunciamento à imprensa, após o encontro, Mistura destacou que a ONU almeja o acordo de um cessar-fogo no país, o que exigirá diálogo de, ao menos, dois interlocutores. A reunião informal com o Comitê foi importante para conhecer o posicionamento do grupo e como ele deverá participar dos diálogos de paz.
No mesmo dia, o vice-enviado das Nações Unidas para a Síria, Ramzy Ezzeldin Ramzy, participou de outra reunião, com a delegação do governo sírio, dirigida pelo representante permanente do país na ONU, Bashar Jaafari. O encontro buscou discutir questões práticas relativas às próximas etapas das negociações, que devem durar cerca de seis meses. Na sexta-feira (29), Jaafari já havia se reunido com Mistura para a abertura dos diálogos de paz.
Delegações do governo e da oposição devem se reunir, em Genebra, em salas separadas, entre as quais representantes da ONU vão transitar para dar andamento aos acordos. De acordo com Mistura, as prioridades imediatas das negociações são a definição de um amplo cessar-fogo, a liberação da assistência humanitária e o combate ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).