O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, pediu na terça-feira (31) ao Conselho de Segurança que adie as negociações de paz para o país em Genebra de 8 de fevereiro para 20 de fevereiro.
Segundo ele, o adiamento daria tempo de o cessar-fogo se solidificar; proporcionaria ao governo sírio uma chance de considerar concessões; e daria aos grupos armados a oportunidade de atuar como uma “oposição unificada”.

Família síria descansa em um navio da guarda costeira italiana após serem resgatados na travessia através do Mediterrâneo. Foto: ACNUR/Alfredo D’Amato
O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, pediu na terça-feira (31) ao Conselho de Segurança que adie as negociações de paz para o país em Genebra de 8 de fevereiro para 20 de fevereiro.
Mistura afirmou que o adiamento das negociações daria tempo de o cessar-fogo se solidificar; proporcionaria ao governo sírio uma chance de considerar fazer concessões; e daria aos grupos armados a oportunidade de atuar como uma “oposição unificada”.
“Queremos dar uma chance para que a iniciativa de Astana de fato seja implementada”, disse Mistura a jornalistas em Genebra, referindo-se às conversações que ocorreram na semana passada na capital do Cazaquistão, negociadas por Rússia, Irã e Turquia.
Ele lembrou que, em Astana, o governo sírio, a oposição e os três garantidores do cessar-fogo concordaram com a criação de um mecanismo para monitorar a trégua, e observou que uma reunião técnica de acompanhamento sobre a criação do recurso está agendada para 6 de fevereiro, no Cazaquistão.
O enviado especial informou ainda que emitirá os convites para as conversações a partir do dia 8 de fevereiro, e reiterou que o seu trabalho é guiado pela resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU (2015), que definiu um roteiro para um processo de paz na Síria.