O enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para a disputa de nomenclatura entre Grécia e a Antiga República Iugoslava da Macedônia (ARIM), Matthew Nimetz, elogiou a decisão do Parlamento da ARIM de ratificar um acordo sobre um novo nome para o país, após uma disputa que dura 28 anos.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (11), Nimetz elogiou o Parlamento da Antiga República Iugoslava da Macedônia e os cidadãos do país – que aprovaram a mudança de nome em referendo feito em setembro de 2018 – pela ação e pela maneira democrática que o processo foi conduzido.

O enviado especial do secretário-geral da ONU para as conversas entre Grécia e a Antiga República Iugoslava da Macedônia, Matthew Nimetz. Foto: ONU /Rick Bajornas
O enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas para a disputa de nomenclatura entre Grécia e a Antiga República Iugoslava da Macedônia (ARIM), Matthew Nimetz, elogiou a decisão do Parlamento da ARIM de ratificar um acordo sobre um novo nome para o país, após uma disputa que dura 28 anos.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (11), Nimetz elogiou o Parlamento da Antiga República Iugoslava da Macedônia e os cidadãos do país – que aprovaram a mudança de nome em referendo feito em setembro de 2018 – pela ação e pela maneira democrática que o processo foi conduzido.
“Este acordo histórico entre dois vizinhos abre portas para uma nova relação entre eles e para uma base mais firme para paz e segurança nos Bálcãs. Estou ansioso para a finalização do processo como destacado no acordo”, disse Nimetz, acrescentando que as Nações Unidas permanecem “comprometidas em trabalhar com as duas partes para finalmente resolver as diferenças entre elas”.
No entanto, para que o país seja renomeado como República da Macedônia do Norte, o Parlamento da Grécia também precisa ratificar o acordo. No domingo, foi relatado que a questão levou a uma crise no governo grego, com a coalizão governista dividida sobre a mudança de nome: o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, planeja convocar um voto de confiança, segundo relatos, que deve ser feito na quarta-feira (16).
A disputa se estende até 1991, quando a Antiga República Iugoslava da Macedônia declarou sua independência da Iugoslávia e anunciou sua intenção de se chamar “Macedônia”. A Grécia se recusou a reconhecer o nome, insistindo que somente a região no norte da Grécia de mesmo nome deveria ser chamada de “Macedônia” e argumentando que o uso do nome por parte da ARIM seria um ataque à soberania grega.