“Ninguém disse que vai ser fácil”, afirmou Lakhdar Brahimi. “Mas talvez negociação seja melhor do que matar um ao outro”.

Reafirmando a importância da negociação para parar o massacre na Síria, o Representante Especial Conjunto das Nações Unidas e da Liga dos Estados Árabes reagiu com cautela nesta quarta-feira (30) aos relatos de que o líder de oposição, Mouaz Alkhatibare, estava pronto para dialogar com o governo sírio.
“É digno de nota. Vamos ver como o Governo vai responder”, observou Lakhdar Brahimi. “E vamos ver como os colegas de Mouaz Alkhatibare vão reagir”, acrescentou.
Alkhatibare declarou que estava disposto a conversar com os representantes do governo fora da Síria e sob certas condições, entre elas, a libertação de 160 mil presos políticos.
“Ninguém disse que vai ser fácil”, afirmou Brahimi. “Mas talvez a negociação seja melhor do que matar um ao outro”, disse, lembrando que até agora nenhuma solução foi bem sucedida e que a Síria está sendo destruída “pouco a pouco”, com o número de mortos ultrapassando 60 mil.
Brahimi também cobrou do Conselho de Segurança uma ação conjunta, ressaltando que a continuação do conflito representa uma ameaça a toda a região. O que é necessário, sublinhou, é que o P5 – composto por China, Rússia, França, Estados Unidos e Reino Unido – chegue a “um entendimento comum sobre o que significava Genebra”, disse Brahimi referindo-se a um plano de ação lançado em junho que estabelece passos-chave para um processo para acabar com a violência na Síria.
Além das mais de 60 mil perdas humanas, outras 4 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária imediata por causa do conflito, dentro e fora do país.