“O processo é da Líbia, não das Nações Unidas, e as negociações incluíram líbios de todas as regiões políticas e geográficas”, destacou o representante das Nações Unidas para o país, Bernardino León.
O enviado especial das Nações Unidas para a Líbia, Bernardino León, defendeu, nesta quarta-feira (21), o acordo político elaborado com o auxílio da ONU para pôr fim à crise no país. Recentemente, deputados líbios se manifestaram contra a solução negociada e apoiada pelas Nações Unidas, afirmando que não haviam sido realizadas votações e decisões adequadas. O representante da ONU rebateu as críticas.
“Infelizmente, todos esses grupos ou personalidades que estão se opondo à solução política não foram capazes de sugerir qualquer alternativa”, afirmou León. O enviado ressaltou que as propostas atuais são fruto de meses de diálogos, que começaram no início do ano em Genebra e passaram pelo Marrocos e Argélia, até retornar ao país dos conflitos.
Para o representante, grupos pequenos não podem “sequestrar” esse longo caminho construído na base do consenso. “O processo é da Líbia, não das Nações Unidas, e as negociações incluíram líbios de todas as regiões políticas e geográficas”, explicou León, que lembrou o fato de que a ONU não indicou quaisquer nomes para o possível governo de unidade nacional.
O enviado das Nações Unidas também rebateu críticas de que as negociações não teriam levado em consideração a situação de Bengazi. León afirmou ter encaminhando solicitações específicas sobre a conjuntura da cidade ao Conselho de Segurança, mas disse que não poderia tomar decisões cabíveis, papel que pertencia apenas aos envolvidos no diálogo líbio.
