Formas de garantir a utilização do quesito cor na produção e disseminação de informações epidemiológicas e a saúde integral das mulheres negras fizeram parte dos debates.
A implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PDF) foi tema do III Seminário Municipal de Equidade em Saúde da População Negra do Rio de Janeiro, realizado de 31/05 a 01/06 na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O evento reuniu 250 participantes entre gestores, profissionais de saúde, agentes comunitários, lideranças do movimento negro e representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
Dentre as dificuldades que norteiam as discussões sobre saúde da população negra estão a morbidade e mortalidade nessa população e o racismo como determinante no acesso aos serviços de saúde, discriminação e exclusão social. A política nacional busca identificar, combater e prevenir situações de abuso, exploração e violência; garantir a utilização do quesito cor na produção e disseminação de informações epidemiológicas, definição de prioridades e tomada de decisão; verificar as necessidades de saúde da população negra e utilizá-las como critério de planejamento em busca da equidade.
Promovido pela Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, em parceria com o Comitê Técnico de Saúde da População Negra, o seminário proporcionou, entre outras questões, debates sobre a saúde integral das mulheres negras e mortalidade materna, além da vulnerabilidade da população negra às doenças sexualmente transmissíveis e tuberculose.