Equipe da ONU investigará em menos de 24 horas possível uso de armas químicas na Síria

Nações Unidas agora esperam autorização do Governo sírio para investigar se algum armamento químico foi utilizado durante um episódio no país em conflito.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon (à esquerda), e o Diretor-Geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) ,Ahmet Üzümcü. Foto: OPAQ

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon (à esquerda), e o Diretor-Geral da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Ahmet Üzümcü. Foto: OPAQ

Os acordos técnicos e logísticos para o avanço de uma equipe das Nações Unidas que investigará denúncias do uso de armas químicas na Síria foram todos definidos, disse nesta segunda-feira (8) o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante o primeiro dia da Terceira Conferência de Revisão dos Estados-Parte da Convenção sobre Armas Químicas. A conferência vai até o dia 19 de abril em Haia, na Holanda.

“Eu posso anunciar hoje que um grupo de avanço está agora no terreno, no Chipre, o ponto de parada final para assumir a missão na Síria”, disse Ban em Haia, ao lado do Diretor-Geral da Organização para Proibição de Armas Químicas (OPAQ), Ahmet Üzümcü. Ban ressaltou que a missão será implantada na Síria em menos de 24 horas.

“Agora tudo o que estamos esperando é o sinal verde do Governo sírio para uma investigação completa que determinará se alguma arma química foi usada em algum lugar”, disse Ban. Ele reiterou que esta é mais uma indicação de seu “forte compromisso para investigar todos os usos possíveis de armas químicas” no país.

“Em última análise, isto é sobre o bem-estar do povo sírio que já sofreu excessivamente”, acrescentou.

Os termos de referência para a missão foram finalizados em consulta com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a OPAQ, que continuarão a fornecer apoio técnico.

O conflito na Síria, que entrou em seu terceiro ano, já matou mais de 70 mil pessoas e deslocou outras 3 milhões desde que a revolta contra o presidente Bashar al-Assad começou em março de 2011. Cerca de 1,1 milhão de pessoas também foram forçadas a fugir da Síria e se refugiar em países vizinhos.