Equipe da OPAS produz documentário sobre o Programa Mais Médicos no Distrito Federal e no Pará

Profissionais de comunicação visitaram unidades de saúde que receberam médicos cubanos nos dois estados através do termo de cooperação assinado entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde.

Elizelma da Silva Gomes recebe atendimento para seu filho de 10 meses, Riquelme Gomes Barbosa, na Unidade Básica de Saúde Ribeirinha, à beira do rio Parauau. Foto: OPAS

Elizelma da Silva Gomes recebe atendimento para seu filho de 10 meses, Riquelme Gomes Barbosa, na Unidade Básica de Saúde Ribeirinha, à beira do rio Parauau. Foto: OPAS

Uma equipe da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) visitou em março as cidades de Santa Maria, no Distrito Federal, e Portel e Breves, na Ilha de Marajó, no Pará. O grupo visitou unidades de saúde que receberam médicos cubanos através do termo de cooperação assinado entre a OPAS e o Ministério da Saúde, dentro do Programa Mais Médicos. A equipe era formada por técnicos da OPAS em Brasília e pela equipe de comunicação da sede da OPAS em Washington, que veio ao Brasil para realizar um documentário sobre o programa.

A equipe acompanhou o trabalho de médicos cubanos, pacientes e conversou também com representantes do governo do Distrito Federal e do Pará. Na Unidade Básica de Saúde Ribeirinha, à beira do rio Parauau, no Pará, Elizelma da Silva Gomes se emocionou ao falar sobre o atendimento que recebe dos médicos cubanos do programa. Ela levava o filho de 10 meses para uma consulta.

“É muito bom, porque antes a gente tinha que esperar muitas horas e às vezes não era atendida. E hoje eu cheguei aqui ainda agora, e logo fui consultada com o meu filho”, disse. “Eu estou muito feliz porque é a saúde do meu filho em primeiro lugar. É um privilégio que tenha pessoas de outros países que estejam aqui, ajudando na saúde e dando alegria para muitas famílias que antes não tinham nada”.

Em Belém, a equipe da OPAS entrevistou a secretária de Saúde Pública do Estado do Pará, Heloísa Guimarães, que disse que os principais problemas antes do Programa Mais Médicos eram reter os profissionais em lugares de difícil acesso, como em municípios distantes e no meio da Amazônia, e a questão do não cumprimento integral da jornada de trabalho pelos profissionais.