Equipe treinada por agência da ONU protege objetos históricos após explosão no Cairo

Museu de Arte Islâmica, que também abriga a coleção de manuscritos do Arquivo Nacional, sofreu grandes danos colaterais após ataque nas proximidades.

Foto: UNESCO/Giuliana Riccio

Foto: UNESCO/Giuliana Riccio

No último 24 de janeiro, o Museu de Arte Islâmica, que também abriga a coleção de manuscritos do Arquivo Nacional, sofreu grandes danos colaterais após o ataque a um quartel-general de segurança nas proximidades.

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, declarou seu compromisso de “mobilizar toda a experiência e expertise da UNESCO para a reconstrução do Museu e restauração de danos. Isso é tão essencial para o povo do Egito quanto é para mulheres e homens em todo o mundo”.

Após a declaração de Bokova foi feito o anúncio do envio de uma Missão Conjunta da UNESCO e do Conselho Internacional de Museus (na sigla em inglês, ICOM). A Missão “Escudo Azul” fará uma avaliação de emergência no Cairo de quinta-feira (30) até o próximo dia 3 de fevereiro.

Composta por um representante da UNESCO, um especialista em arquitetura e museu e um perito islâmico representando a ICOM, a Missão avaliará os danos e elaborará um plano de recuperação que será proposto para os potenciais doadores.

Funcionários recém-formados pelo programa de capacitação para museólogos da UNESCO interviram cerca de 45 minutos após a explosão e imediatamente puseram em prática medidas de emergência no local. Se reagrupando em equipes, eles foram capazes de assegurar de proteger bens culturais nos Arquivos e no Museu Islâmico.

A explosão do quartel-general ilustra a vulnerabilidade do patrimônio cultural em situações críticas. A implementação das convenções culturais, para as quais a UNESCO funciona como Organização curadora, e atividades de capacitação e conscientização da comunidade desempenham um papel essencial em situações como esta.

Bokova pediu solidariedade aos Estados-membros “para apoiar a ação para a reabilitação do Museu, de suas galerias e suas exposições. Ela acrescentou que “essa herança é parte da história universal da humanidade, compartilhada por todos e todos devemos fazer de tudo para protegê-la”.