“Sempre houve um risco de retorno do ebola na Libéria. Agora precisamos investir com tudo que temos para retornar ao número zero de casos”, disse o representante do UNICEF na Libéria, Sheldon Yett.

Menina lava suas mãos na escola primária Slipway, em Monrovia Central, a capital da Libéria. Foto: UNICEF/Irwin
Em uma reposta rápida ao primeiro caso confirmado de ebola na Libéria após mais de três meses, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) começou a distribuir suprimentos de emergência nas comunidades afetadas que incluem tendas para isolamento em quarentena, kits de higiene, cloro e baldes para postos de lavagem das mãos. A Libéria foi um dos países da África Ocidental mais afetados pelo surto do vírus em 2014.
Em Margibi, onde um teste do UNICEF deu positivo para o vírus no dia 29, equipes de mobilização social do Fundo já estão no local realizando campanhas porta-a-porta para sensibilização sobre a prevenção do ebola, para minimizar o risco de novas infecções e assim proteger e assistir os afetados.
“Houve sempre um risco de retorno do ebola na Libéria. Agora precisamos investir com tudo que temos para retornar ao número zero de casos”, disse o representante do UNICEF na Libéria, Sheldon Yett. “A velocidade da resposta a estes casos mostra que ninguém baixou a guarda”. Em Guiné e Serra Leoa novas infecções continuam a ser relatadas, embora em números muito mais baixos do que no pico do surto. Até 28 de junho, 12 novos casos de ebola foram registrados na Guiné e oito em Serra Leoa, de acordo com o UNICEF.