O Escritório de Direitos Humanos da ONU (ACNUDH) fez um apelo orçamentário inédito de 278,3 milhões de dólares para 2018. Em média, 40% do orçamento da agência vem dos recursos financeiros regulares da ONU. O restante é de doações voluntárias de países e instituições internacionais. O Brasil não está entre as nações que fazem essas contribuições.

Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. Foto: ONU/Elma Okic
Em meio a retrocessos globais contra os direitos humanos, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) fez um apelo orçamentário inédito de 278,3 milhões de dólares para 2018. Em média, 40% do orçamento da agência vem dos recursos financeiros regulares da ONU. O restante é de doações voluntárias de países e instituições internacionais. O Brasil não está entre as nações que fazem essas contribuições.
A porta-voz do ACNUDH, Liz Throssell, afirmou nesta terça-feira (27) que, em 2017, as contribuições voluntárias alcançaram uma soma recorde — 142,8 milhões de dólares. Mesmo assim, o escritório não conseguiu verba suficiente para atender a todas as solicitações de assistência que recebeu. Apenas 63 Estados-membros da ONU doaram recursos voluntariamente no ano passado, segundo documento divulgado pelo organismo.
Liz elogiou a decisão da Noruega de aumentar em 3 milhões de dólares as suas contribuições, que chegarão a 18 milhões de dólares anuais para os próximos quatro anos.
Outro país escandinavo lembrado pela representante do ACNUDH foi a Dinamarca, que resolveu dobrar suas doações para 2018. O montante passa dos cerca de 5 milhões de dólares do ano passado para 10 milhões.
Em 2017, a Suécia foi o segundo maior doador do escritório, com quase 16 milhões de dólares, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (20 milhões).
A porta-voz da agência da ONU disse esperar que em 2018, com o aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mais países se comprometam a fazer doações voluntárias. “Isso é essencial não apenas para financiar nosso trabalho, mas (também) para mostrar a verdadeira diversidade e amplitude do apoio internacional aos direitos humanos”, disse Liz.
Em 2018, o ACNUDH deverá apresentar um planejamento para os próximos quatro anos. “A meta é angariar apoio em todo o mundo, de governos e outros atores, para os direitos humanos, para ajudar a prevenir a violência e expandir o espaço cívico”, completou Liz.