O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou o ataque de atiradores palestinos em Tel Aviv na última quarta-feira (8), que deixou pelo menos quatro mortos, e criticou a decisão de Israel de proibir a entrada de palestinos no país após o atentado.

Atentado em centro comercial de Tel Aviv deixou quatro mortos. Foto: EBC
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) condenou nesta sexta-feira (10) o ataque de atiradores palestinos em Tel Aviv na última quarta-feira (8), que deixou pelo menos quatro mortos, e criticou a decisão de Israel de proibir a entrada de palestinos no país após o atentado.
“O ACNUDH condena o ataque a tiros em Tel Aviv na quarta-feira, no qual quatro israelenses morreram e outros ficaram feridos. Esta é a maior perda de vidas para Israel em um único ataque na atual retomada de violência”, disse o escritório da ONU, segundo comunicado publicado por porta-voz, Ravina Shamdasani.
“Também estamos profundamente preocupados com a resposta das autoridades israelenses, que incluem medidas de podem representar proibição coletiva proibida que só irá aumentar o sentimento de injustiça e frustração dos palestinos neste período muito tenso”, disse o comunicado.
A resposta israelense incluiu o cancelamento de todas as 83 mil permissões outorgadas a residentes da Cisjordânia e da Faixa de Gaza para viajar durante o Ramadã, a suspensão de 204 autorizações de trabalho para indivíduos supostamente das famílias ampliadas dos atiradores, e a realização de operações pelas forças de segurança israelense.
“Israel tem a obrigação de direitos humanos de levar os responsáveis a responder por seus crimes. E isso está sendo feito. No entanto, medidas de punição contra a população não punem os criminosos, mas dezenas, talvez centenas ou milhares de palestinos inocentes”, disse o ACNUDH.
Secretário-geral da ONU também condenou o ataque
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e os membros do Conselho de Segurança também condenaram o ataque em Tel Aviv na quarta-feira (8).
Em comunicado à imprensa, o porta-voz do secretário-geral e o Conselho de Segurança manifestaram suas condolências às famílias das vítimas e ao governo de Israel, desejando uma rápida recuperação aos feridos.
“Não há nenhuma justificativa para o terrorismo nem para a glorificação daqueles que cometem tais atos hediondos”, ressaltou Ban, acrescentando que ficou chocado por alguns líderes do Hamas ainda terem celebrado os ataques.
Os membros do Conselho e o secretário-geral sublinharam a necessidade de trazer os autores, os organizadores, financiadores e patrocinadores desses atos repreensíveis à Justiça, enfatizando que os responsáveis por esses assassinatos devem ser responsabilizados.
O Conselho também pediu que todos os Estados, de acordo com suas obrigações diante do direito internacional e das resoluções das Nações Unidas, cooperem ativamente com todas as autoridades relevantes.
Para o Conselho de Segurança, o terrorismo, em todas suas formas e manifestações, constitui uma das mais sérias ameaças à paz e à segurança internacionais. “Quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis, independentemente de sua motivação, onde ocorreram, quando e quem os cometeu”.